ENSAIOS SOBRE A (IN)FLEXIBILIDADE DO NATURAL - PARTE I
Ministério do Ambiente
Com Gabriel Colaço e Gilberto Colaço, Catarina Domingues, Susana Aleixo Lopes, Ana Mata, Rafaela Nunes, Paula Prates e Henrique Vieira Ribeiro
08.02.18 — 13.04.18

Uma outra abordagem à imagem do natural é tomada na pintura de Rafaela Nunes: abre-se passagem para um universo particular determinado por uma função imaginativa, da qual resultam ambientes profundamente enigmáticos. Pela simples ação de olhar somos convidados a participar nas suas cções, a deambular nas suas selvas de espécies exóticas e cores vibrantes. Ambientes talvez propiciados por um processo evolutivo (ou adaptativo) onde a natureza, insubmissa, reage contra o domínio humano, ou, talvez, pertencentes a uma realidade alienista, inóspita e ainda inexplorada. São lugares incógnitos, de uma geogra a e temporalidade desconhecida, são algures ou nenhures povoados por exploradores, nómadas, forasteiros que, pela deslocação e pelas relações improváveis com estes cenários estabelecidas sublinham o seu carácter de paisagem.
A remetência ao natural que encontramos em Rafaela Nunes é, portanto, o da representação e da expressão simbólica, romântica e até certo ponto, mística, potencializando a incerteza sobre uma correspondência utópica ou distópica.

— Andreia César, Fevereiro 2018

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Nenhures — Rafaela Nunes
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